10/02/2010

Exposição sobre “O Pequeno Príncipe” começa nesta quarta, 22

Keila Baraçal em 06/04/09

Personalidades das mais diferentes formas de arte contam no livro "O Pequeno Príncipe Me Disse", de Sheila Dryzun, qual é a sua relação com "O Pequeno Príncipe". Além disso, eles revelam fotos de sua infância. Separamos nesta matéria algumas das frases que eles fizeram sobre eles mesmos.

Começa nesta quarta-feira, 22, a exposição de fotos sobre um dos livros feitos pela designer Sheila Dryzun. Às 18h30 o sobrinho-neto de Saint-Exupéry, de François de Agay, vai até o teatro Eva Herz (Livraria Cultura, Conjunto Nacional)  para contar um pouco mais sobre a vida do autor de “O Pequeno Príncipe”. Sheila Dryzun vai lançar também os livros “O Pequeno Príncipe Me Disse” e “Antoine de Saint-Exupéry e o Pequeno Príncipe: A História de Uma História”.

A designer Sheila Dryzun tem 58 anos, mas, apesar da idade de gente grande, ela não deixou desaparecer a criança que existe dentro dela. Desde que voltou a ler, em 2004, o livro “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, percebeu que a história do menino precisaria voltar para a realidade em que ela vivia. Foi então que surgiu a primeira ideia para que isso acontecesse: fazer renascer o menino nas joias em que ela cria. As outras ideias poderão ser conferidas na Livraria Cultura, a partir do dia 22 deste mês.

Sheila concebeu dois livros. Um deles, com a ajuda de diversas celebridades. O outro é fruto da pesquisa dela, durante o tempo em que esteve na França, para estudar a vida de Saint-Exupéry. Além dos dois livros, haverá, também na Livraria Cultura, uma exposição com fotos e filmes inéditos sobre a vida do autor de “O Pequeno Príncipe”.

reproduçãoO Pequeno Príncipe

O Pequeno Príncipe

“Fui até a França para saber se Saint-Exupéry tinha algum filho, algum herdeiro, mas não encontrei ninguém. Acabei me deparando com o sobrinho-neto dele que, acabou dando autorização para que eu fizesse um trabalho sobre ‘O Pequeno Príncipe’.” As peraltices da designer podem ser conferidas em diversas lojas da cidade. São cadernos, canetas, canecas, pratos e joias desenvolvidas sobre o universo do garoto.

Sheila também soube dividir com os amigos a brincadeira. O livro “O Pequeno Príncipe Me Disse”, traz o depoimento de 39 celebridades brasileiras sobre o menino. Pessoas como Rita Lee, Luana Piovani, Fernando Meirelles e Maurício de Souza receberam um convite diferente para participarem da confecção do livro. A cada um foi enviada uma mensagem em uma caixa. Cada participante tinha que comentar sobre a influência que a obra de Saint-Exupéry exerceu sobre sua vida. “As respostas foram as mais diversas. Luiz Fernando Veríssimo, por exemplo, contou sobre as suas lembranças de amor”, lembra Sheila.

Pesquisas

François d´Agay (sobrinho-neto do autor/piloto) deu asas para Sheila voar. A designer acabou fazendo uma vasta pesquisa – que lhe rendeu o livro “Antoine de Saint-Exupéry: A História de Uma História”. Ela descobriu, por exemplo, que o pai do Pequeno Príncipe passou pelo Brasil. Como era piloto de avião, ele era um dos responsáveis pelo transporte de correspondências que saiam e chegavam no país no início da década de 1930. “Acabei encontrando também um trecho do livro “O Pequeno Príncipe” que foi escrito no Rio de Janeiro”.

Essas e outras histórias também poderão ser vistas pelo público paulistano através do próprio relato de François d´Agay. Hoje, aos 85 anos de idade, ele virá a São Paulo para conversar com a plateia e falar um pouco mais sobre a vida de seu tio-avô.

Foto

Separamos algumas fotos dos artistas e trechos de respostas que eles formularam sobre sua infância e o  “O Pequeno Príncipe”.  A frase que está junto à foto equivale  a partes do livro.  A frase que está na legenda  (em verde) corresponde aos relatos feitos pelas personalidades.

Dica Catraca

Serviço

O Que: O Pequeno Príncipe – Livraria Cultura do Conjunto Nacional
Quando:
  • Qua 22 a Sex 22/05 09:00 às 22:00
Quanto: Catraca Livre
Onde: Livraria Cultura/ Conjunto Nacional
Endereço: Avenida Paulista, 2073./ Informações (11) 3170-4033
Obs: De segunda a sábado das 9h às 22h Domingos e feridas das 12h às 20h

As informações acima são de responsabilidade do estabelecimento e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.

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Comentários (31)
Erli Condello 17 de abril de 2009 às 6:40

Também faço parte dessa turma:”Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.

Erli Condello 17 de abril de 2009 às 6:43

Quando era criança, tinha muito medo de ver Deus. Hoje é o que mais quero!

Taina Oliveira 17 de abril de 2009 às 16:04

Amo esta frase: :”Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.

JAQUELINE OLIVEIRA 17 de abril de 2009 às 18:43

AMO ESTA FRASE “O ESSENCIAL É INVÍVEL PARA OS OLHOS”. EU SEMPRE ACREDITEI NELA, DESDE QUE A LI NESSE LIVRO A MUITOS ANOS ATRÁS.

Adriana Silva 17 de abril de 2009 às 19:14

Sou tão fascinada pela história que quando criei minha marca de roupas, minha primeira coleção foi inspirada no livro, ainda hoje leio, e olha que já tenho 3.5
bjsss
Adriana

Carlucio Palis 17 de abril de 2009 às 19:27

Difícil é saber qual frase é a mais importante para a vida, se todas elas de um jeito ou outro faz parte de nossas vidas. Ter uma rosa só para mim, é muito bom, desenhar um carneiro é muito bom, ter uma raposa como amiga é muito bom. Ter um aviador como desenhista e confidente é muito melhor.

Maria de Lourdes Paula 17 de abril de 2009 às 19:53

Quando minha filha, hoje com 32 anos aprendeu a ler eu era vendedora de livros e este citado, era campeão de vendas …isso em 1976,eu dei de presente a ela o Pequeno Principe, o qual ela amou ler,reler e emprestar as amiguinhas.
hoje ainda temos este raro presente e nos tráz lindas recordações.

Vilma Queiroz 17 de abril de 2009 às 20:02

SEMPRE QUE ALGUMA CRIANÇA ME PEDE PARA QUE EU DESENHAR UM ANIMAL, APELO PARA A IDÉIA DA CAIXA E DIGO QUE O BICHINHO ESTÁ LÁ DENTRO. O OLHAR CURIOSO É GRATIFICANTE.

Adair Cominy 17 de abril de 2009 às 20:03

Sobre a poesia deste genio, poderia até considera-la como uma oração, daquelas que a gente, em dias tristes, encontra nela, um tesouro, uma dádiva, uma oferenda que se transforma em ânimo e compreensão para continuar a vivenciar com olhos atentos o sentido promissor de uma descoberta. Sabiamente, ele era um visionário preocupado com o desenrolar dos acontecimentos do mundo, envolto numa guerra que parecia em sua época, interminável, mas mesmo diante de tantas lutas, tantas baixas que ceifava o homem, podia se animar construindo para seu contentamento, razões que lhe permitia sonhar com um mundo melhor. Portanto, faço de suas palavras o meu legado, a minha poesia inacabada.
“Se me disser que virá as 8, desde as 7 prepararei meu coração e começarei a ser feliz.

erica 17 de abril de 2009 às 20:06

Esta frase “Se tu choras por ter perdido o sol, as lágrimas te impedirão de ver as estrelas” se tornou meu guia em momentos difíceis da minha vida,aprendi a andar com a cabeça erguida,com fé de que amanhã é outro dia.

Justa Monteverde de Araújo 17 de abril de 2009 às 20:27

Eu gostaria que toda família tivesse em sua coleçâo de livros, O Pequeno Principe, eu quando li pela primeira vez me apaixonei,gosto de presentear aos meus adolescentes da família, a mim intrestese quando alguém diz q/nunca leu.

Bruna Cecon 17 de abril de 2009 às 20:45

“Desenha-me um carneirinho?”

É o primeiro passo para cativar alguém, e depois tornar-se responsável por todo o resto. Eu acho.

luciana 17 de abril de 2009 às 20:56

Em minha adolescência ,todos os meus namorados ou exes receberam frases do Pequeno Principe , era minha bíblia e eu amava.
Hoje , depois de tanto tempo ,e tantos outros livros lidos , continuo gostando da leveza que ele proporciona.
Nunca entendi porque foi eleito o livro das misses, sempre achei uma afronta , rsss

Ilza Sottoriva 17 de abril de 2009 às 20:57

“O essencial é invisível aos olhos”, esta frase reflete minha alma.

Denise Costa 17 de abril de 2009 às 21:32

É o meu eterno livro de cabeceira, quando estou triste eu leio, quando estou feliz eu leio, o livro é perfeito para todas as horas.

Maria das Graças Leite Dantas 17 de abril de 2009 às 21:41

Amo Exupéry e todos os seus livros. O pequeno príncipe é o caminho para chegarmos à Cidadela, Segredos do Coração, Voo Noturno, Correio Sul, Piloto de Guerra,Um Sentido para a Vida…etc…
Sem comentário…..

Maria das Graças Leite Dantas 17 de abril de 2009 às 21:50

” Os homens não teem mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não teem mais amigos”.

Maria José Paulino 17 de abril de 2009 às 21:58

Li O PEQUENO PRINCIPE no inicio da adolescência, por influência das minhas amigas, e foi amor à primeira vista. Agora presente minha fila de doze anos com o livro, ela não é muito de ler, mas ficou encantada com a leitura.

ney maua 17 de abril de 2009 às 22:24

o gente acorda Exupéry foi só um escritor de leitura facil ;;; BOM DIA já é hora de acordar

Valdemir Soares 17 de abril de 2009 às 22:38

O Pequeno Príncipe descreve a receita de vida que o Homem deveria adotar para fazer do Mundo um lugar melhor para se viver. “Vá rever as rosas. Tu entenderás que a tua é a única no Mundo”. “Tomara a sério palavras sem importância e se fez infeliz”. “Os vaidosos só ouvem os elogios”. “A autoridade repousa sobre a razão”. Estas dentre outras maravilhosas constatações não são meras frases inspiradas de um escritor, e sim sentimentos que deveríamos carregar dentro de cada um, em busca de uma vida de verdade.

Patrícia Regina Alves 17 de abril de 2009 às 22:40

Pequeno Príncipe é leitura fundamental em todas as fases da vida. Li quando criança, reli na adolescência e na fase adulta. A cada nova leitura, um novo entendimento e encantamento.
Faço questão de presentear amigos e sempre tenho um exemplar em casa e um reserva…já que muitos exemplares foram e não voltaram…rsss.
Como ele dizia: “Tú te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” Concordo plenamente.

Valerio Luchetti 17 de abril de 2009 às 23:07

A famosa frase : ” Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” NÃO é do Pequeno Príncipe … e sim dita pela RAPOSA .Afirmação que o pequeno príncipe polidamente rejeita . Exupèry coloca na boca da astuta raposa o ‘ ardil ‘ da privação da liberdade imposta pela ‘dependência’ do cativado . Libertário retorna ao tema dos ‘ grilhões ‘ e da supressão da liberdade no livro auto-biográfico ‘ Terra dos Homens ‘ .Onde cada um é o único responsável por seu próprio destino .
Há uma passagem onde compra a liberdade de um homem feito ‘ cativo ‘ e escravizado por tuaregs do deserto. Acho que pelo contrário a mensagem é de que NÃO somos responsáveis por quem ‘ cativamos ‘ . O ‘ cativo ‘ impõe uma chantagem emocional que é de certa forma um ‘ grilhão ‘ .

Andréa 17 de abril de 2009 às 23:17

Li o livro através de um namorado na adolescência que na época ressaltou a parte em que o pequeno príncipe encontra a raposa, logo me apaixonei e é uma das partes do livro que gosto mais além da seguinte frase “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”

Sueli 18 de abril de 2009 às 8:36

Valério, muito interessante sua análise sobre a famosa frase. Há que se refletir sobre a responsabilidade do “cativar”…
De qualquer forma, achei incrível a idéia da autora Sheila Dryzun em criar um livro onde as pessoas contam qual é a sua relação com “O Pequeno Príncipe”.
Eu também tenho cá meus encantos com o livro, agora perpetuado na voz do saudoso Paulo Autran, em áudiobook.
O Pequeno Príncipe TAMBÉM Me Disse ALGO…

Erli Condello 18 de abril de 2009 às 18:04

Respeito, mas discordo totalmente, quanto ao comentário feito por Ney Maua. Com textos simples, porém marcados por metáforas, Exupéry nos faz refletir sobre questões humanas e, nos dá verdadeira lição de vida, se não consegue ler nas entrelinhas a mensagem que ele nos deixou, o problema não está em “O pequeno Prícipe: “Tu não és um homem de verdade. Tu não passas de um cogumelo.”

samir 21 de abril de 2009 às 23:00

Era isso que estavamos precisando- VALORES- Esse pequeno príncipe é um grande personagem – não é a toa que todo mundo se apaixona. GRANDE IDEIA!

Adryenne Maques 14 de junho de 2009 às 15:22

“O PEQUENO PRINCIPE´; é encantador,facinante,aborda valores éticos e culturais, que hoje em dia são esquecidodos por adultos e jóvens…quem me dera se as crianças hoje pudesem ser felizes como os que como eu viveram á década de 80,ainda existia m fantasia romantismo e mais humanidade…O livro nos deixa saudosos e com esperança de um dia nós adultos voltemos a pelo menos nos lembrar de que fomos crianças, e em sua ingenuidade mais sábios que hoje!

Adryenne Marques 14 de junho de 2009 às 15:26

“O PEQUENO PRINCIPE”; é encantador,facinante,aborda valores éticos e culturais, que hoje em dia são esquecidodos por adultos e jóvens…quem me dera se as crianças de hoje pudessem ser felizes como os que, como eu viveram á década de 80,ainda existiam fantasia ,romantismo e mais humanidade…O livro nos deixa saudosos e com esperança de um dia nós adultos voltemos a pelo menos nos lembrar de que fomos crianças, e em sua ingenuidade mais sábios que hoje!

Nestor Figueiredo - Santos/SP 22 de outubro de 2009 às 9:50

Ontem(21/10/09), vi a reportagem na televisão. O que + me deixou impressionado, foi a grata imagem de Sheila Dryzun.
Bjsss Sheila!

gisele 4 de novembro de 2009 às 17:48

i’m sorry

Lucy Bernardo 14 de novembro de 2009 às 20:50

Também acredito que o mais importante não é visível.