A moda do baixo Augusta

Keila Baraçal

Nos últimos dias em que morou na rua Frei Caneca, a fotógrafa Bia Ferrer prestou ainda mais atenção nas pessoas que frequentam a região. Ela teve a ideia de fazer um ensaio apenas sobre o baixo Augusta, tentando traçar um panorama de personalidades que por lá passam tanto durante o dia, quanto à noite.  As fotos foram tiradas na última semana de maio.

Bia Ferrer

Bia Ferrer

Os dois dias de cliques renderam cerca de cem fotos. São imagens que vão desde os executivos que trabalham na região, passando por músicos, artistas plásticos, turistas,  chegando aos travestis e seguranças de inferninhos.

“Este foi um dos melhores ensaios que já fiz. Dá para notar que,  realmente, há Augustas diferentes. Encontrei, por exemplo, uma turma de cariocas que veio para São Paulo por causa de uma balada. Os meninos acabaram dormindo no chão porque não tinham onde ficar”, conta a fotógrafa.

O trabalho de Bia, focado em retratar a moda das pessoas que passam pela cidade já tem um tempo de estrada. Há mais ou menos dois anos ela anda por São Paulo, com a intenção de encontrar cidadãos reais que fazem sua própria moda. Desde que começou  foram quase três mil modelos. Agora ela está em busca de patrocínio para poder expor o trabalho.

Novos Alvos
Como já não mora mais na Frei Caneca, Bia procura outros focos da cidade para encontrar mais personagens e mais fotos. Seus próximos cliques passarão pela região da Barra Funda. É lá que Bia mora atualmente. “Acho que vou fotografar muitos idosos ”.

Veja algumas das imagens

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Comentários (3)
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  1. 1/06/2009

    A região da Augusta é muito interessante do ponto de vista do mundo alternativo, onde as pessoas fazem sua própria moda, ou das que se apropriam de modas poucos usuais. Lá vale tudo e a rua não para. Não é difícil encontrar diariamente às 7h da manhã pessoas nos bares, conversando, rindo… Como se num final de semana.

  2. Keila Carvalho
    15/06/2009

    Pois é, o colega aqui em cima tem razão, na Rua Augusta vale tudo, trabalho próximo e não é de se estranhar em dias de semana, logo pela manhã o grande número de pessoas, dos mais variados estilos e tribos, que ainda estão saindo da balada. Sem contar na aglomeração de estilos variados no início da noite na esquina com a Paulista, só uma palavra define essa união dos mais variados looks: DIVERSIDADE.

  3. moacyr
    10/08/2009

    Gostei muito das fotos feitas pela Bia Ferrer…..
    nasci…tive minha infancia….adolescencia…e maioridade…no bairro de Cerqueira Cesar…..quando criança e adolescente…andava de bicicleta…pela Rua Augusta….desde o Centro da Rua Martins Fontes até o seu final na Rua Estados Unidos…..a Rua Augusta foi a primeira rua totalmente acarpetada….em um determinado ano da decada de setenta..para comemoração do Natal…..
    eu morava na Alameda Franca…..me formei no Colegio São Luis….na Av Paulista…e trabalhava na Av Paulista…..Bons Tempos…Good Times…..
    eu sempre denomiva….a Rua Augusta sentido Centro….ou como a Bia Ferrer….fala….Baixo Augusta…….de :: <>…..hoje….o Baixo Augusta……se parece mais com uma….Street Fashion….Wild Side….ou Suburban Side…..onde voce encontra pessoas….Transadas – Descoladas…..um Lado / Side….onde as pessoas…..não estão nem aí….para isso ou para aquilo…..onde cada um…..É O QUE É…….e é desse Lado / Side da Rua Augusta…que eu gosto…..até porque…..JÁ FUI HIPPIE….!!!!…..e sempre curti…..a Liberdade….!!!…..Paz…..e Amor….!!!!……e é isso o que vejo…..na Rua Augusta…..denominda de Baixo Augusta……
    LONG LIVE…..TO AUGUSTA STREET…..!!!!

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