10/02/2010

Exposição: como a indústria do fumo enganou você

da Redação em 15/10/09

Começa nesta quinta-feira, 15, a exposição “Propagandas de Cigarro – Como a Indústria do Fumo Enganou as Pessoas” que fica em cartaz até dia 26, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional.

Cartazes com figuras de bebês, médicos e papai noel fazendo apologia ao fumo são o foco do evento. Dentistas são colocados dizendo que fumar cigarros com filtro evita dentes amarelos. Médicos recomendavam Malboro para quem não conseguia parar de fumar. E um bebê admira a mãe fumando.

O trabalho é fruto da pesquisa de dois professores da Universidade Stanford: Robert Jackler (médico) e Robert Proctor (historiador da ciência). Ao todo são 63 reproduções de campanhas veiculadas na imprensa e na TV nos EUA, entre 1920 e 1950. A exposição é uma iniciativa da agência Nova/SB, que cria anúncios contra o fumo para -a Organização Mundial de Saúde.

Serviço

O Que: "Propagandas de Cigarro - Como a Indústria do Fumo Enganou as Pessoas"
Quando:
  • Qui 15 a Sex 16/10 09:00 às 22:00
  • Sáb 17 a Dom 18/10 12:00 às 20:00
  • Seg 19 a Sex 23/10 09:00 às 22:00
  • Sáb 24 a Dom 25/10 12:00 às 20:00
  • Seg 26/10 das 09:00 às 22:00
Quanto: Catraca Livre
Onde: Livraria Cultura do Conjunto Nacional
Endereço: Av. Paulista, 2073 - Cerqueira César - Centro. Telefone (11) 3170-4033.

As informações acima são de responsabilidade do estabelecimento e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.

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Comentários (18)
Raphike 15 de outubro de 2009 às 10:03

Essa exposição realmente vai ser muito interresante mesmo pois me lembro muito bem e tbm já ví muita coisas como essas que serão exposta. O mundo negro do marketing do cigarro sempre foi muito apelativo a ponto de ter o absurdo de colocar bebês incentivando seus pais a fumarem, Dentistas convencendo os fumantes de cigarros com filtro branco teriam seus dentes mais brancos com o tempo e assim vai os absurdos já publicados.
Pena não poder comparecer nessa exposição, acredito que será um sucesso.

André Alves 15 de outubro de 2009 às 10:56

Opá, pera lá… Publicitário não obriga ninguem a nada. Cada um faz o que quer.

Mas fala a verdade, a do Papai Noel é D+!

Mateus 15 de outubro de 2009 às 11:53

Sempre achei prudente desconfiar daquilo que todo mundo está fazendo – manipulado ou não pelo marketing (não, André, publicitário não obriga, mas estimula a ser obrigado…hehe).
Agora que é quase uma “vergonha” fumar, chegou finalmente a hora de darmos umas “tragadinhas contra-culturais”…!

HENRIQUE 15 de outubro de 2009 às 12:16

Se a publicidade n influencia ninguém qual será a função do marketing,
cigarro é o pior vicio que existe e apoio a lei anti-fumo que ninguém é obrigado a fumar passivamente.

Vitor 15 de outubro de 2009 às 15:36

O que mais me intriga, quando me deparo com essas propagandas de cigarro do passado, é que na época em que elas foram veiculadas o público as aceitava normalmente. E hoje? Quais as informações que recebemos com normalidade serão absolutamente condenáveis no futuro? Celulares? Cerveja? Alguém sugere outras?

René Magrini 15 de outubro de 2009 às 17:02

Caro André: A Ética também permeia pela Publicidade

R30- Ricardo 15 de outubro de 2009 às 17:36

A função do marketing é descobrir necessidades, e a do Publicitário fazer com que o consumidor descubra que ele tem aquela necessidade. Apenas isso.

Mas essa esposição é demais. Publictário que sou nõ posso perder. MAs não apenas publicitários, todas as pessoas assim eles cnseguem ententender melhor o mundo da comunicação. Só fazemos aquilo que as empresas mandam!

E realmente, a do Papai Noel é muito boa. Tem apelo publitário atualmente.

Kilder 15 de outubro de 2009 às 17:59

Assim como a indústria do tabaco nos enganou durante tanto tempo, as automobilisticas nos “enganam” hoje com seus carros “maravilhosos”. Minha esperança é que a sociedade não demore muito tempo para perceber o quanto o carro destroi nossas vidas.

Daniel 16 de outubro de 2009 às 6:00

Concordo com a lei que proibe fumar em locais fechados, afinal ninguém é obrigado a ser ‘fumante passivo’ e suportar um ambiente publico coberto de fumaça. Porém, fora isso, acho que cada um faz o que quiser. Eu fumo esporadicamente e nao preciso de ninguém me dando liçao de moral sobre o que devo fazer. O Brasil ainda se prende muito à moralidade, quando deveria pretar atençao ao respeito das leis. Moral por moral, vamos acabar com a Coca-cola que aumenta a diabete, doença fatal, mundo afora…

André 16 de outubro de 2009 às 9:41

Caro R30 Ricardo, acho que o problema do marketing é que muitas vezes ele não apenas descobre necessidades, mas ele cria necessidades. E muitas vezes essas necessidades acabam sendo prejudiciais, como o cigarro ou o consumo desenfreado e etc.
Abraço

George 16 de outubro de 2009 às 15:16

Todos: creio ser importante refletir sobre o depoimento do Ricardo. Ele expressa o que muitos publicitários (e professores, e políticos, e médicos e contadores, e musicos etc…) têm por responsabilidade profissional: A empresa mandou, eu faço. Essa isenção ética, como se devessemos fazer tudo o que mandam fazer, sem crítica ética, sem análise mais profunda, parece natural para alguns… ou muitos. É como se nossos atos fossem inconsequentes… e – queiram ou nao – todos eles tem sempre consequencias para o Bem ou para o Mal. Imaginem a mesma lógica aplicada a qualquer profissão… Se não quiserem imaginar, lembrem-se dos casos da Talidomida; das pesquisas manipuladas pelos laboratorios, da ENRON, da Arthur Andersen, do Mensalão, do caseiro Francenildo… o chefe mandou, eu obedeço.

E o que seria de todos nós brasileiros, se o Tenente Sérgio “Macaco” Paranhos nao tivesse dito NÃO para os generais da ditadura que o mandaram explodir o Gasometro do Rio ???

É importante refletir sobre o nosso direito – e dever – como profissionais e cidadãos de dizer não. Não ao anti-etico, nao à corrupção, nao à normose… pois esse também é um jeito necessário de dizer SIM à Vida… especialmente os que trabalham com comunicação de massa dado seu impacto em tantas e tantas vidas.
George

Pops 17 de outubro de 2009 às 13:35

Agora o cigarro é o grande vilão. Então, tá. Acho engraçado gente que não se alimenta bem, não dorme bem, não faz exercícios e não abre mão do seu carrinho poluente fazer careta quando alguém acende UM cigarro. Propaganda muda com o tempo, agora imbecilidade é atemporal.

O design toma conta de São Paulo | Catraca Livre 17 de outubro de 2009 às 14:14

[...] Na exposição “Propagandas de Cigarro – Como a Indústria do Fumo Enganou as Pessoas”, que fica em cartaz até dia 26, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, há  figuras de bebês, médicos incentivando o fumo. Leia mais. [...]

Roteiro cultural para o seu domingo | Catraca Livre 17 de outubro de 2009 às 21:14

[...] Enganou as Pessoas” que fica em cartaz até dia 26, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Leia mais Exposição Picha destaca universo das Histórias em Quadrinhos [...]

silvia 18 de outubro de 2009 às 15:42

publicitário não obriga ninguém…mas induz !

Cleber 18 de outubro de 2009 às 19:04

“Acho engraçado gente que não se alimenta bem, não dorme bem, não faz exercícios…”
Destes exemplos mencionados, qual delesd faz mal também aos outros? Nenhum, correto? Ao passo que fumar afeta o fumante e quem estiver em volta.
Em relação à publicidade, também não é absurda a massiva publicidade de cerveja, utilizando personalidades, patrocinando eventos esportivos e culturais e aparecendo constantemente em páginas e mais páginas de jornais e revistas? Quais os malefícios do álcool para a sociedade?
Mas como disse o publicitário mais acima, o papel deste profisional é fazer com que as pessoas descubram que possuem uma necessidade. Agora pergunto: qual a necessidade que as pessoas têm de beber cerveja? Ou de possuírem um celular mega-poderoso? Ou ter um automóvel recém-lançado?
Em suma, as pessoas precisam aprender a verem a publicidade de forma crítica e analisarem o que está sendo veiculado.
Uma boa peça publicitária é capaz de vender qualquer coisa. Até veneno.

Gregório 18 de outubro de 2009 às 21:48

o fato de outras campanhas publicitárias como a de carros, cerveja e fast food também (veja bem, eu disse “também”) serem absurdas, não elimina o fato que as campanhas publicitárias de cigarro são absurdas. Quanto ao publicitário, ele tem sim grande responsabilidade nos comerciais. Não tem como esquivar-se, afinal, apesar das campanhas serem encomendadas pelas empresas, é da cabecinha deles que sai toda aquela “mirabolância” e apelação.

sarda 22 de outubro de 2009 às 1:22

fumar sem respeito é um lixo que morram ou parem ! ou aprendão que é a maior dogra licita do mundo… ridiculo… pior que isso é o alcool que irônicamente não é classificado como pscicoativo. Fumo e bebo mas com respeito as pessoas a minha volta. conhecidas ou não todos são iguais…. acho que é isso.