Varal de literatura:Surfista, ex-drogado, ex-traficante

Gilberto Dimenstein em 20/10/09

Trechos do diário de prisão de Jaques Chulam (foto ao lado), um paulistano de classe média alta, ex-estudante de engenharia, cujo maior prazer era surfar nas ondas do Havaí. Em 25 de outubro de 2004, uma manhã cinzenta e fria, ele foi metido numa cela, em Lisboa, acusado de tráfico.

Domingo foi o quinto aniversário do dia mais solitário na vida de Jaques Chulam, um paulistano de classe média alta, ex-estudante de engenharia, cujo maior prazer era surfar nas ondas do Havaí. Em 25 de outubro de 2004, uma manhã cinzenta e fria, ele foi metido numa cela, em Lisboa, acusado de tráfico de drogas.

Naquele exato momento, descobriu-se adulto -alguém habituado à amplidão do mar estava num cubículo de oito metros quadrados.

Até então, era capaz de plantar maconha numa reserva florestal protegida, em Honolulu, sem ver perigo. Traficava no eixo Brasil-Estados Unidos, mas, no íntimo, achava que nunca daria em nada. É um típico caso de clichê fundo do poço: empanturrava-se de crack nas fétidas calçadas ao redor do Ceagesp, forjou o próprio sequestro, viajou para surfar quando a filha estava para nascer. Perguntei-lhe por que um indivíduo rico, com tantas possibilidades, vira traficante.

Depois de sair da cadeia, no ano passado, Jaques colocou sua história no papel, com o título de “Surfista, Ex-Drogado, Ex-Traficante” (editora Francisco Alves), livro lançado na semana passada.

Leia essa coluna na íntegra no jornal Folha de S. Paulo, publicado no dia 24 de outubro de 2009.

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Comentários (9)
grazy 27 de maio de 2011 às 9:09

que bom que deus te tirou dessa.
quando acreditamos em deus nada é impossivelll

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Emmanuel 26 de dezembro de 2009 às 14:56

Qual a religiao do Jacques? se nao tem religiao, a qual ele se identifica mais? evangelico, catolico, espirita, etc?
Obrigado

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Varal de literatura: passageira escreve contos dentro do ônibus | Catraca Livre 11 de novembro de 2009 às 11:31

[...] _________________ Varal de literatura:Surfista, ex-drogado, ex-traficante [...]

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Carolina Brescia - esposa 1 de novembro de 2009 às 8:48

Obrigado primeiramente ao Senhor Deus por ter salvo uma vida e abençoado uma família, depois obrigado pelo Gilberto por estar colocando em pauta um assunto de fundamental importância, inclusive por se tratar de saúde pública!
Depois aos créditos oferecidos pelo catracalivre.
Espero que a nossa história de vida leve aos lares muita luz e paz!!!!!!!!!
“Que Deus ajude a todos a enxergar a luz em meio as trevas”
Um bj a todos e parabens pela inciativa do meu grande companheiro.
Carol

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evani 30 de outubro de 2009 às 18:46

Jaques,voce foi usado como cobaia de deus para mostrar pra muita gente que a vida é muito melhor sem as drogas.parabems!!!!!!!!!!!!!!!

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Jaques Chulam 28 de outubro de 2009 às 5:26

Obrigado ao Catraca e ao Gilberto pela bela reportagem sobre meu livro.
Minha intenção é de que através da leitura deste livro muitos jovens não precisem passar pelo sofrimento que eu passei, nem causar sofrimento que eu causei.
Espero do fundo do meu coração que de alguma forma Deus toque nos corações de todos e ajude-nos a encontrar, paz, alegria, humildade, perseverança e garra para superarmos as dificuldades inerentes da vida de “cara limpa” com a certeza de que tudo conspira para nosso bem e crescimento espiritual se colocarmos o egocentrismo de lado e acreditarmos que existe um Deus que nos ama e esta sempre cuidando de nós.
Estou na China a negócios, mas dia 15 de novembro estarei de volta e a disposição para falar e trocar idéias com todos. Meu e-mail é jaqueschulam@hotmail.com.
Obrigado a todos.

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Literatura e cinema juntos na 33a Mostra | Catraca Livre 27 de outubro de 2009 às 21:40

[...] Surfista, ex-drogado, ex-traficante [...]

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Renan Munhoz 26 de outubro de 2009 às 15:37

Parabens a ti, Jaques, quem confia sempre vencerá!

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Ex-estudante de engenharia conta como virou traficante : Blog dos Alunos da Metô 26 de outubro de 2009 às 15:02

[...] Até então, era capaz de plantar maconha numa reserva florestal protegida, em Honolulu, sem ver perigo. Traficava no eixo Brasil-Estados Unidos, mas, no íntimo, achava que nunca daria em nada. É um típico caso de clichê fundo do poço: empanturrava-se de crack nas fétidas calçadas ao redor do Ceagesp, forjou o próprio sequestro, viajou para surfar quando a filha estava para nascer. Perguntei-lhe por que um indivíduo rico, com tantas possibilidades, vira traficante.Leia +. [...]

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