A invenção da ligação gratuita de celular

Gilberto Dimenstein em 16/12/09

Sempre tenho tentado mostrar, diferentes formas, que a maior riqueza de uma nação não são seus recursos naturais, mas sua capacidade de inovar – e daí minha insistência em alertar para o problema da educação. Um exemplo popular bem didático é o projeto, patenteado por uma empresa brasileira, da ligação gratuita no celular.

Uma empresa brasileira (Freakom) está testando, no Paraná, anúncios a serem ouvidos em celulares pré-pagos – a imensa maioria maioria dos brasileiros têm esse tipo de celular. Se a pessoa topa ouvir o anúncio, terá 1 minuto de ligação gratuito.

Ganha a empresa que faz o anúncio – e ganha o consumidor que não paga a ligação.

O dia em que o brasileiro perceber que, em essência, investir em educação é gerar essas possibilidades a escola pública não será a catástrofe que é.

Veja detalhes.

Coluna publicada na Folha Online, editoria Pensata.

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Comentários (8)
Henrique 21 de dezembro de 2009 às 15:01

Grandes projetos começam com grandes ideias. Espero ansiosamente para ver onde isso dará.
Abraços

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antonio mario cardoso da silva 19 de dezembro de 2009 às 9:46

Meu caro Gilberto Dimenstein, enquanto o Brasil tiver dois projetos de Educação a escola pública será esta catástrofe que é. Como que pode, uma escola para o pobre, sem recursos e salarios de professores tão baixos e na ponta uma escola elitista para os ricos. Você como jornalista recebe mais de vinte vez mais que um professor. E só pra falar mau dos professores. Isto, meu caro Gilberto Dimenstein, não é justo…

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Ana Luíza 18 de dezembro de 2009 às 15:26

Boa ideia da Freakom. Parabéns e tomara que dê certo!

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Jorge Tavares 18 de dezembro de 2009 às 14:25

Acredito que seja uma ótima ideia. Acho que quiseram se referir à educação no sentido de gerarmos mais profissionais com pensamentos inovadores como esse, e que possam beneficiar tanto a população (ao falar de graça) quanto às empresas (tanto a patrocinadora quanto à operadora).
Ótima iniciativa e não vejo a hora que chegue aqui em sampa.

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Rogério Vieira 16 de dezembro de 2009 às 11:40

Caro Gilberto, a idéia realmente é boa, mas não é nova, nem tão pouco deve ter patente, como lhe informaram. Ocorre que este serviço é o “Fale Grátis” no celular, criado e patenteado pela FG Brasil em 1998. Este sim, patenteado. Curiosamente, foi instalado em telefones públicos em Londrinas – PR(de onde os atuais “criadores” provavelmente adaptaram a idéia) Este serviço esteve operacional até antes da privatização das Teles em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ribeirão Preto e Vitória. O serviço só foi interrompido devido ao alto custo das lligações que as Operadores cobraram após a privatização, inviabilizando a publicidade. Participei deste projeto desde seu início e que chegou a ultrapassar mais de 8 milhões de chamadas. Se quiserem mais detalhes, estou à inteira disposição.

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Wagner 16 de dezembro de 2009 às 9:24

Gilberto Dimenstein aqui no RJ já tentaram algo nos telefones públicos em alguns lugares de grande movimento sem grande sucesso devido a falta de publicidade do serviço. Eu mesmo estava sem grana e efetuei uma ligação do telefone da Rodoviária Novo Rio e ouvi um anúncio de uma marca de sabão em pó. Mas como o sucesso das políticas públicas para o POVO dependem de publicidade e como os detentores deste poder possivelmente iriam perder muito dinheiro com estas práticas, elas acabam por cair no esquecimento.

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Fernando Giannini 16 de dezembro de 2009 às 8:42

Tento entender qual a relação apontada entre educação e anúncios em celulares pré-pagos. Poderíamos veicular micro-aulas no lugar dos anúncios? Ou venderíamos espaços publicitários nas salas de aulas públicas?

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Viviane Araújo 16 de dezembro de 2009 às 8:31

Darei graças a Deus e chorarei de alegria quando a população se der conta de que, até o momento, o Sol vem sendo tapado com peneiras. Investimentos e mais investimentos (não por inteiro desnecessários) e o país ainda deixa de lado o essencial: a educação. Não há outro meio. Somente o conhecimento abrirá as portas do mundo para esta nação. Podemos começar com a distinção entre quantidade de escolas (prédios) construídas e qualidade de ensino? (…)

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