Hugo França: o escultor de peças naturais
Gilberto Dimenstein em 10/02/10
As árvores derrubadas pelas chuvas na cidade de São Paulo não são vistas como um transtorno pelo designer Hugo França, mas uma experiência profissional. Na sexta-feira da semana passada, ele podia ser visto no parque Burle Marx (zona oeste) transformando um imenso pau-ferro num banco. A peça foi instalada no exato lugar em que árvore despencou. “Não deveríamos jogar no lixo as árvores que caem, mas convertê-las em coisas belas e úteis.”
Hugo desenvolve o que ele chama de “esculturas mobiliárias” a partir das árvores mortas. Uma de suas peças -um gigantesco ofurô- foi vendida nos Estados Unidos por US$ 100 mil. Ou seja, são móveis e, ao mesmo tempo, esculturas. Mas agora ele quer fazer de sua habilidade também um projeto comunitário.
Formado em engenharia de produção em Porto Alegre, Hugo França integra a primeira geração de jovens que descobriu Trancoso, no sul da Bahia.
O famoso “quadrado” era apenas um “quadrado” mesmo, quase sem nada no entorno. Estava dividido, na época, entre a militância esquerdista e a filosofia hippie. Preferiu ser pescador e usou os barcos para fazer peças de mobiliários e ganhar uns trocados. “Misturei um pouco das minhas habilidades com marcenaria com meus conhecimentos em engenharia.”
*** Trecho da coluna Urbanidade, publicada no jornal Folha de S. Paulo
Confira o trabalho de Hugo França
















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