Cinema Indiano Contemporâneo
Redação em 03/08/10
A mostra “Cinema Indiano Contemporâneo”, que acontece de 10 a 22 de agosto, na Caixa Cultural Rio de Janeiro, irá trazer a exibição de 19 filmes que retratam a diversidade entre os núcleos cinematográficos da Índia, com entrada Catraca Livre.
Fazem parte da mostra títulos produzidos desde os meados dos anos 90, e a curadoria reúne títulos recentes não apenas de Bollywood (como é conhecida a principal indústria cinematográfica da Índia, localizada na cidade de Bombaim), mas também de outras regiões, como o cinema bengali, malayalam e tâmil.

Cena do filme Dor, de Nagesh Kukunoor
Grande parte dos filmes selecionados são inéditos no Brasil através de obras como “Devdas” (2002), “Lagaan – A Coragem de Um Povo” (2001), “Siga em frente Munna Bhai” (2006).
Além do sucesso de “3 idiotas” (2009), que impressionou a crítica e teve uma grande bilheteria, ao quebrar todos os recordes até fora da Índia – na Austrália, os exibidores foram obrigados a tirar o filme “Avatar” de algumas salas para atender à demanda pelo longa.
Filmes de diretores clássicos que inauguraram a nouvelle vague da India como Mrinal Sen e Shyam Benegal, também integram a programação, assim como filmes baseados em fatos reais que chocaram a sociedade indiana, como “A Rainha Bandida” (1995), do aclamado diretor Shekhar Kapur, e “A Terrorista” (1999), de Santosh Sivan.
Realizadores mais novos também marcam presença. É o caso de Nagesh Kukunoor, diretor de dois filmes: “Dor” e “Iqbal”, ambos de 2006. Este último foi um dos maiores sucessos de baixo orçamento dos últimos anos.
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Consulte os roteiros da webjet
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13h – Confinados, de Mrinal Sen (Antareen, Índia, 1994, cor, 35mm, 90 min, livre).
15h – Lagaan – A coragem de um povo, de Ashutosh Gowariker (Lagaan – Once Upon a Time in India, Índia, 2001, cor, 35mm, 224 min, livre)
É 1893 e a Índia está sob a égide do domínio britânico, na vila de Champaner, no estado do Gujarat. A seca está castigando os camponeses e o rei local (Raja) se encontra com o inglês comandante oficial da região, o Capitão Russel, para pedir uma redução dos impostos cobrados sobre a terra (chamado lagaan). O Capitão, por sua vez, decide aumentar ainda mais a taxa de impostos. Quando os camponeses ficam sabendo da notícia entram em desespero e vão falar com Raja para pedir ajuda. Chegando lá, Raja está assistindo a uma partida de críquete com o Capitão, e Bhuvan (Aamir Khan) acaba dizendo que o jogo é imbecil. Provocativo, o Capitão lança o desafio dos impostos serem suspensos por três anos, caso os camponeses vençam os ingleses numa partida de críquete. Bhuvan aceita a aposta, para desespero dos demais camponeses, pois a perda implicará num novo aumento das taxas. O filme é praticamente todo feito em cenários externos, fora de estúdios. Toda a vila de Champaner foi construída de maneira fiel às características de época da região. Um dos maiores desafios foi juntar a multidão que formou a figuração, inteiramente composta por mais de dez mil camponeses verdadeiros de toda região, que nunca tinham ouvido falar em cinema. Antes da estreia do filme, Aamir Khan cumpriu sua promessa e fez uma primeira exibição para os camponeses que participaram das filmagens. Somando todos os prêmios recebidos, Lagaan levou quase 50 premiações, incluindo oito no Filmfare Awards e sete no National Film Awards. Além da indicação para o Oscar de melhor filme estrangeiro. Foi lançado em locadora no Brasil, mas nunca exibido em cinemas.
19h – Dor, de Nagesh Kukunoor (Dor, Índia, 2006, dvd, cor, 147 min, livre)
O encontro de duas mulheres de diferentes mundos. Zeenat (Gul Panag) é a muçulmana, que leva uma vida independente e concorda em casar com seu namorado Amir Khan, apesar da resistência dos seus pais. Após o casamento, Amir parte para a Arábia Saudita para começar em um emprego novo. Já Meera (Ayesha Takia), a hindu, é uma jovem simples, tradicional, que tem tudo em sua vida de acordo com os costumes e tradições: sua formação, o seu recente casamento e suas tarefas domésticas diárias. Pouco tempo depois de se casar, seu marido Shankar também viaja para Arábia Saudita e lá falece. A notícia que chega à Meera é que Shankar foi morto em um acidente causado por seu companheiro muçulmano, no caso Amir, o marido de Zeenat. Meera fica em luto e segue sua vida presa à família do falecido marido, como manda a tradição. Já Zeenat, enfrenta a difícil tarefa de salvar a vida de Amir, pois ela é informada que a lei da Arábia permite libertação de um criminoso, desde que um parente do falecido o perdoe. Munida apenas com uma fotografia de Shankar e Amir, Zeenat parte em viagem com a intenção de encontrar Meera e convencê-la de absolver seu marido. O filme é um remake do premiado filme Perumazhakkalam (2004), feito na região Malayalam.
13h – A terrorista, de Santosh Sivan (Theeviravaathi: The terrorist, Índia, 1999, cor, betacam, 95 min, 12 anos)
15h – Faça o que o seu coração mandar, de Farhan Akhtar (Dil Chahta Hai, Índia, 2001, 35mm, cor, 180 min, livre)
18h30 – Devdas, de Sanjay Leela Bhansali (Devdas, Índia, 2002, 35mm, cor, 180 min, 12 anos)
12h – Você não está sozinho, de Rakesh Roshan (Koi… Mil Gaya, Índia, 2006, 176 min, livre)
15h30 – Iqbal, de Nagesh Kukunoor (Iqbal, Índia, 2005, 35mm, cor, 127 min, livre)
18h – Bombaim, de Mani Ratnam (1995), 141 minutos (Bumbai, Índia, 1995, cor, 35mm, 141 min, 12 anos)
20h20 – Debate após a sessão: A Índia e o cinema – de Bollywood a Calcutá
13h30 – A Rainha dos bandidos, de Shekhar Kapur (Bandit Queen, Índia, 1994, cor, dvd, 119 min, 14 anos)
16h – Siga em frente Munna Bhai, de Rajkumar Hirani (Lage Raho Munna Bhai, Índia, 2006, dvd, cor, 144 min, livre)
O filme conta uma história do carismático malandro Murli Prasad Sharma, o Munna Bhai (Sanjay Dutt), que se apaixona por Jhanvi (Vidya Balan), uma locutora de rádio de Mumbai. Na época do feriado nacional em homenagem a Gandhi, Jhanvi lança um concurso de perguntas sobre o líder pacifista. O prêmio para quem acertar as perguntas é participar do programa e conhecê-la. Como Munna Bhai é apaixonado pela voz de Jhanvi, esta oportunidade lhe parece perfeita. A partir daí, Munna Bhai se vê numa enrascada para conquistar sua amada, em que a única solução é estudar Gandhi. O filme teve um grande impacto social na Índia ao trazer de volta e para os jovens os valores gandhianos da não-violência e da desobediência civil. Foi um grande sucesso e está na lista dos filmes que mais arrecadaram na história de Bollywood. Levou o prêmio Best Popular Film Providing Wholesome Entertainment no National Film Awards, além dos prêmios de melhores letras de música, melhor roteiro e melhor ator coadjuvante para Dilip Prabhavalkar, que fez o Gandhi no filme.
19h – Do coração, de Mani Ratnam (Dil Se, Índia, 1998, 35mm, cor, 163 min, 12 anos)
10h15 – Sessão para crianças: Como estrelas na Terra, de Aamir Khan (Like Stars on Earth – Tare Zameen Par, Índia, 2007, cor, dvd, 165 min.
13h30 – Zubeidaa, de Shyam Benegal (Zubeidaa, Índia, 2001, 35mm, cor, 150 min, livre)
A busca de um jovem por sua mãe por intermédio das pessoas que a conheciam e dos pertences que ela deixou para trás. Riyaz’s (Rajit Kapoor) é um jornalista que quer entender melhor a história de sua mãe que não conheceu e faleceu misteriosamente. O nome dela era Zubeidaa (Karisma Kapoor), a única filha de um cineasta muçulmano, que atuava secretamente em filmes. Quando seu pai descobre o seu ofício, ele a proíbe de continuar a atuar e rapidamente arranja um casamento para ela. Depois de casar, Zubeidaa dá luz à Riyaz’s e tudo parece estar bem quando uma briga familiar faz com que seu marido peça o divórcio. A partir daí, Zubeidaa entra em depressão e ,para distraí-la, a amante de seu pai a apresenta ao príncipe hindu Vijayendra Singh, que a toma como sua segunda esposa. Capítulo final da trilogia que começou com Mammo (1994) e continuou com Sardari Begum (1996), todos baseados em histórias pessoais de Khalid Mohammed, crítico de cinema que virou cineasta. Prêmio Nacional de Melhor Filme de Longa-Metragem em Hindi e prêmio da crítica de melhor atriz para Karisma Kapoor.
16h30 – Um beijo na bochecha, de Mani Ratnam (Kannathi Muthamuttal, Índia, 2002, 35mm, cor, 130 min, livre)
19h30 - Maqbool, de Vishal Bhardwaj (Maqbool, Índia, 2003, dvd, cor, 132 min, 12 anos)
Uma adaptação indiana contemporânea de Macbeth de Shakespeare, ambientada no submundo contemporâneo da capital comercial da Índia. Maqbool (Irfan Khan) é um órfão que foi adotado por Abba Ji (Pankaj Kapoor), um poderoso chefe do submundo indiano. Maqbool sente uma conexão e dívida pessoal com seu pai adotivo, e por isso trabalha para ele como seu braço direito. Nimmi (Tabu) é amante de Abba Jim, mas ela ama secretamente Maqbool. Ele também a ama e assim eles começam um caso apaixonado, o que a leva a persuadi-lo a matar seu pai e virar chefe da máfia. Maqbool fica dividido entre seu amor por Nimmi e a lealdade por Abba Ji, mas acaba assassinando-o quando ele está dormindo à noite, ao lado de Nimmi. O filme estreou na América do Norte em 2003 no Festival de Toronto e ganhou o prêmio Filmfare de melhor ator coadjuvante para Pankaj Kapoor. Uma obra-prima que se torna um grande exemplo do quão inovadora pode ser uma adaptação.
14h – Sr. e sra. Iyer, de Aparna Sen (Mr. & Mrs. Iyer, Índia, 2002, cor, 35mm, 120 min, livre)
É setembro de 2001. Meenakshi Iyer (Konkona Sen Sharma) embarca em um ônibus para ir embora da vila de seus pais, no interior do West Bengal, em direção a Calcutá, onde seu marido a estará esperando. Logo que chega ao ônibus, ela é apresentada a Raja Chowdhury (Rahul Bose), um fotógrafo muçulmano, por intermédio de um amigo em comum, que pede que Raja cuide dela e de seu bebê durante o trajeto. Um pouco adiante, a estrada está congestionada e é imposto um toque de recolher. Quando eles estão prestes a ser atacados, Raja conta a Meenakshi que é muçulmano. Logo depois, um dos radicais hindus entra no ônibus. Meenakshi coloca seu filho no colo de Raja e, quando o terrorista pergunta a identidade deles, ela responde “Sr. e Sra. Iyer”. Assim, eles seguem a viagem juntos. O filme levou prêmios de melhor filme e melhor direção em diversos festivais ao redor do mundo. Dentro da Índia, o National Film Awards deu à Aparna o prêmio de melhor direção e de melhor roteiro e à Konkona o prêmio de melhor atriz. O filme estreou no Festival Internacional de Locarno, recebeu o prêmio Golden Maile, no Festival de Cinema Internacional do Hawaí e o Prêmio do Público de Melhor Longa-Metragem no Festival de Cinema da Filadélfia.
16h30 – Três idiotas, de Rajkumar Hirani (03 Idiots, Índia, 2009, 164 min, livre)
19h30 – Dança das sombras, de Adoor Gopalakrishnan (Nizhalkkuthu, Índia, 2002, 35mm, cor, 90 min, livre)
13h – Faça o que o seu coração mandar, de Farhan Akhtar (Dil Chahta Hai, Índia, 2001, 35mm, cor, 180 min, livre)
A história de três amigos da faculdade e a transição para a vida como adultos. Cada um deles tem uma perspectiva totalmente diferente da vida e do amor. Akash (Aamir Khan) gosta de divertir-se, não crê no amor e vive tendo pequenos casos que não duram mais de duas semanas. Samer (Saif Ali Khan) é muito inteligente, e parece sempre “pronto” para o amor, mas não sabe seu verdadeiro significado. Siddharth (Akshaye Khanna) é mais sério: sensível, compreensivo, carinhoso. O homem perfeito para qualquer garota. Ele acaba se apaixonando por uma mulher mais velha, recém divorciada. Akash e Samer não conseguem entender essa relação e eles acabam se separando. Posteriormente, os amigos se reaproximam, agora como adultos mais maduros. Melhor Longa-Metragem no National Film Award.
16h30 – A rainha dos bandidos, de Shekhar Kapur (Bandit Queen, Índia, 1994, cor, dvd, 119 min, 14 anos)
A história real de Phoolan Devi. Aos 11 anos ela foi entregue pelo pai a um homem que queria se casar e ficou obrigada a cumprir as funções de uma mulher casada, como fazer comida, pegar água no poço, lavar roupa e se relacionar sexualmente. Sofrendo isso e também a rejeição por ser ser sudra (casta mais baixa), Phoolan foge e retorna à casa de seus pais, o que na Índia é a pior coisa que pode acontecer para uma mulher, mesmo para uma criança. Assim, Phoolan cresce em sua vila sendo mal vista por todos, até que anciãos decidem por sua expulsão quando ela tem por volta de 20 anos. Não tendo para onde ir, Phoolan acaba se juntando a uma gangue de bandidos de zonas rurais e, com o tempo, revela-se uma mulher capaz de ser tão boa bandida como os homens da gangue. E é assim que ela vira a “Rainha dos Bandidos”, com uma fama que atinge toda a Índia.
19h30 – Confinados, de Mrinal Sen (Antareen, Índia, 1994, cor, 35mm, 90 min, livre)
Na superlotada Calcutá, até mesmo os que não são miseráveis devem limitar seu deslocamento, simplesmente devido à dificuldade de ir de um lugar a outro. No filme, um escritor (Anjan Dutt) em busca de inspiração numa mansão antiga recebe, por acidente, uma ligação anônima de uma mulher (Dimple Kapadia) que vive do lado oposto da cidade. Em um apartamento moderno e arejado, ela sofre com a solidão de ser a amante de um homem rico. Após este primeiro contato, ela volta a ligar para o escritor e, apesar da distância e do anonimato, os dois desenvolvem uma relação especial, conectando-se e afetando-se um ao outro, em uma demonstração de que os efeitos do contato humano podem transpor tanto a distância quanto o desconhecido. O filme examina um relacionamento peculiar que surge inesperadamente entre dois indivíduos isolados e faz uma declaração sobre a aleatoriedade das relações humanas.
13h – Você não está sozinho, de Rakesh Roshan (Koi… Mil Gaya, Índia, 2006, 176 min, livre)
Uma ficção científica de Bollywood. O cientista Sanjay Mehra, interpretado pelo próprio diretor Rakesh Roshan, inventa um computador capaz de entrar em contato com alienígenas. Sua felicidade logo é interrompida quando os cientistas de um centro de pesquisa espacial zombam dele e se recusam a acreditar em suas descobertas. Quando decide voltar para casa, acompanhado de sua esposa grávida, eles vêem uma espaçonave e, na confusão, perdem o controle do carro e sofrem um acidente. Apenas a mulher sobrevive, e o seu filho, Rohit, nasce com danos cerebrais. Anos mais tarde, Rohit já é um homem, mas com uma mentalidade de criança. Ele faz amizade com a filha do prefeito da cidade, Nisha, e estabelece uma próxima relação com ela. Um dia, Rohit e Nisha encontram o computador de Sanjay e seguem as instruções dadas pela máquina. Na mesma noite, sua cidade é visitada por uma espaçonave e um dos alienígenas é deixado para trás. O filme é visto por muitos como uma adaptação do conto “The alien”, de Satyajit Ray, e, é claro, também como uma adaptação do filme ET, de Steven Spielberg. O filme foi um grande sucesso na Índia e foi exibido no Festival de Cinema de Jerusalém e no Festival de Cinema da Dinamarca.
16h30 – Zubeidaa, de Shyam Benegal (Zubeidaa, Índia, 2001, 35mm, cor, 150 min,livre)
19h30 – Um beijo na bochecha, de Mani Ratnam (Kannathi Muthamuttal, Índia, 2002, 35mm, cor/pb, 130 min,livre)
O filme narra a história da pequena Amudha (P. S. Keerthana), a partir do momento em que seus pais revelam que ela foi adotada. Seu maior desejo passa a ser conhecer sua mãe biológica e seus pais adotivos acabam cedendo à ideia. Assim começa a odisseia dessa família, que vai da Índia ao Sri Lanka para que Amudha conheça a sua verdadeira mãe, um membro do grupo terrorista e separatista Tigres Tâmeis (LTTE). Através do olhar da menina Amudha, Mani Ratnam apresenta um retrato da ilha de Sri Lanka na época da Guerra Civil. Estreou no Festival de Toronto em 2002 e foi selecionado para representar a Índia no Festival de Cannes em 2004. Foi aclamado no Festival de São Francisco em 2003 e conquistou prêmios de melhor filme em seis festivais internacionais de cinema, entre os quais o Festival de Jerusalém de 2003.
13h30 – Iqbal, de Nagesh Kukunoor (Iqbal, Índia, 2005, 35mm, cor, 127 min, livre)
A história de Iqbal (Shreyas Talpade), um garoto surdo e mudo que sonha em ser jogador de críquete da seleção da Índia. Ele vem de uma família pobre de muçulmanos, vive numa remota vila indiana e trabalha no campo com seu pai. Iqbal deverá superar uma série de dificuldades para realizar seu sonho, como o preconceito e a resistência do seu pai, que considera o desejo do seu filho jogar críquete um devaneio e desperdício de tempo, e que prefere que ele continue o ajudando no campo. No entanto, a sua pequena irmã, Khadija (Shweta Prasad), o ajuda nessa árdua jornada. Bem recebido pela crítica e pelo público, o filme tornou-se a maior bilheteria de filmes de baixo orçamento do ano de 2006 na Índia. Shreyas Talpade ganhou o Prêmio de Melhor Ator dado pela crítica Cine Zee.
16h – Dança das sombras, de Adoor Gopalakrishnan (Nizhalkkuthu, Índia, 2002, 35mm, cor, 90 min, livre)
A história se passa no período de pré-independência da Índia, na década de 1940, no estado de Trancavore, no sul do país, onde o enforcamento prevalece como a pena máxima para um crime, assim como em outros lugares da Índia. O filme conta a história do enforcador Kaliyappan (Oduvil Unnikrishnan), um homem infeliz devido à culpa que sente atrelada à sua profissão. Ele busca consolo na bebida e no pensamento de que a função dele é executar os desejos da deusa Kali. A cada enforcamento, os habitantes da vila acreditam mais que Kaliyappan possui poderes divinos de cura presenteados pela deusa Kali. Com o passar do tempo, o número de execuções cresce e um dia ele não consegue fazer uma execução, sendo a tarefa passada para seu filho que, apesar de ser um seguidor das ideias de Gandhi, não vê com outra escolha a não ser a de realizar o trabalho. Premiado no Festival de Veneza de 2002 e no Festival de Cinema do Estado de Kerala.
18h – Siga em frente Munna Bhai, de Rajkumar Hirani (Lage Raho Munna Bhai, Índia, 2006, dvd, cor, 144 min, livre).
20h20 – Debate após sessão: Para onde aponta o cinema indiano contemporâneo?
14h – Maqbool, de Vishal Bhardwaj (Maqbool, Índia, 2003, dvd, cor, 132 min, 12 anos)
16h30 – Sr. e sra. Iyer, de Aparna Sen (Mr. & Mrs. Iyer, Índia, 2002, cor, 35mm, 120 min, livre)
19h – Três idiotas, de Rajkumar Hirani (03 Idiots, Índia, 2009, 164 min, livre)
Farhan Qureshi (R. Madhavan) recebe uma ligação no celular, dentro do avião que estava para levantar vôo, avisando-o sobre o paradeiro de Rancchoddas (Aamir Khan), mais conhecido por Rancho. No mesmo instante, ele faz o que pode pra sair do avião e corre para pegar Raju Rastogi (Sharman Joshi), para eles irem juntos atrás de Rancho. A partir das lembranças de Farhan, passamos a conhecer a história da amizade dos três, pouco mais de dez anos antes, quando eles foram admitidos no fictício Imperial College of Engineering e calharam de cair no mesmo quarto do dormitório da faculdade.
O filme estreou no dia 25 de dezembro de 2009 e, já no dia 4 de janeiro de 2010, havia quebrado todos os recordes do cinema indiano, não só de arrecadação dentro e fora do país, mas também com o número de salas ocupadas. Na Austrália, por exemplo os exibidores foram obrigados a tirar o filme “Avatar” de algumas salas para atender à demanda imensa por 3 Idiots. Uma das explicações para o sucesso na Índia, está no fato do país possuir um dos maiores números de estudantes de engenharia no mundo, grande parte dos quais ingressa nas universidades contra a vontade. As estatísticas mostram também que a Índia é um dos países com maior índice de suicídio dentre os universitários, graças, sobretudo, ao cruel sistema de ranqueamento, tema este abordado pelo filme. Desde que o tema da juventude universitária foi trazido à tona no cinema indiano, essa mesma juventude passou a ser inevitavelmente o principal público do cinema no país. O filme também entrou para a história por ser o primeiro filme indiano a ser oficialmente lançado no Youtube, após 12 semanas de sua estreia.
10h15 – Sessão para crianças: Como estrelas na Terra, de Aamir Khan (Like Stars on Earth – Tare Zameen Par, Índia, 2007, cor, dvd, 165 min.
13h30 – A terrorista, de Santosh Sivan (Theeviravaathi: The terrorist, Índia, 1999, cor, betacam, 95 min, 12anos)
Produção independente, conta a história de um grupo terrorista não identificado, que planeja o assassinato de um líder político por meio de uma mulher-bomba. Essa mulher é Malli (Ayesha Dharkar), uma jovem plenamente disposta a dar a própria existência pelos seus ideais e pela libertação de sua nação. Ao ser escalada para cumprir a maior das missões que o grupo planeja, inicia uma jornada até que o dia do assassinato chegue. Quando chega, quase ao fim desse processo, Malli descobre algo que não esperava e que a deixa hesitante sobre o sacrifício que está prestes a fazer. Primeiro filme indiano exibido no Sundance Film Festival, foi comprado e distribuído nos Estados Unidos pelo ator John Malkovich. Inspirado no assassinato do ex-Primeiro Ministro Rajiv Gandhi (filho da também assassinada Indira Gandhi), em 1991, perto de Chennai, capital do Tamil Nadu.
15h30 – Lagaan – A coragem de um povo, de Ashutosh Gowariker ( Lagaan – Once Upon a Time in India, Índia, 2001, cor, 35mm, 224 min, livre)
19h30 – Bombaim, de Mani Ratnam (Bumbai, Índia, 1995, cor, 35mm, 140 min, 14 anos)
Um homem hindu e uma mulher muçulmana de uma pequena aldeia se apaixonam, casam-se contra a vontade da família e mudam-se para Bombaim, onde ele passa a trabalhar como repórter para um grande jornal diário. O casal tem dois filhos gêmeos e começam a viver bem sua nova vida. No entanto, as crescentes tensões religiosas e rebeliões ameaçam abalar e desagregar a família. Baseado em acontecimentos verdadeiros, ao sul da Índia, durante o violento período de conflitos religiosos, que ocorreu entre dezembro de 1992 e janeiro de 1993. Premiado no National Film Awards de 1996 como Melhor Longa-Metragem de Integração Nacional, e como melhor filme no Filmfare Awards 1996, no Festival Internacional de Edimburgo de 1995 e no Festival de Cinema de Jerusalém, em 2003.
12h – Dor, de Nagesh Kukunoor (Dor, Índia, 2006, dvd, cor, 147 min, livre)
O encontro de duas mulheres de diferentes mundos. Zeenat (Gul Panag) é a muçulmana, que leva uma vida independente e concorda em casar com seu namorado Amir Khan, apesar da resistência dos seus pais. Após o casamento, Amir parte para a Arábia Saudita para começar em um emprego novo. Já Meera (Ayesha Takia), a hindu, é uma jovem simples, tradicional, que tem tudo em sua vida de acordo com os costumes e tradições: sua formação, o seu recente casamento e suas tarefas domésticas diárias. Pouco tempo depois de se casar, seu marido Shankar também viaja para Arábia Saudita e lá falece. A notícia que chega à Meera é que Shankar foi morto em um acidente causado por seu companheiro muçulmano, no caso Amir, o marido de Zeenat. Meera fica em luto e segue sua vida presa à família do falecido marido, como manda a tradição. Já Zeenat, enfrenta a difícil tarefa de salvar a vida de Amir, pois ela é informada que a lei da Arábia permite libertação de um criminoso, desde que um parente do falecido o perdoe. Munida apenas com uma fotografia de Shankar e Amir, Zeenat parte em viagem com a intenção de encontrar Meera e convencê-la de absolver seu marido. O filme é um remake do premiado filme Perumazhakkalam (2004), feito na região Malayalam.
15h – Do coração, de Mani Ratnam (Dil Se, Índia, 1998, 35mm, cor, 163 min, 12 anos)
Segundo a literatura árabe antiga, o amor é classificado em sete diferentes tonalidades: atração, paixão, amor, reverência, adoração obsessão, morte. Essa é uma viagem através destas 7 cores do amor, num belo percurso estético e político. O filme conta a história de Amarkant Varma (Shahrukh Khan), um descendente de militares que viaja pela Índia a serviço de uma rádio, na tentativa de fazer entrevistas sobre o 50º aniversário da Independência Indiana. Numa de suas jornadas, apaixona-se por Meghna (Manisha Koirala), uma misteriosa mulher envolvida em atentados terroristas. O embate entre o amor e a ideologia é retratado nesta história, que também se apresenta como melodrama político. Premiado no Festival de Berlim, no Filmfare Awards e no National Film Awards de 1999, o filme é a última parte da trilogia do diretor Mani Ratnam dedicada ao terrorismo.
18h – Devdas, de Sanjay Leela Bhansali (Devdas, Índia, 2002, 35mm, cor, 180 min, 12 anos)
Um dos maiores clássicos do cinema indiano, baseado no romance homônimo do escritor bengalês Sharat Chandra Chattopadhyay. O filme conta a história de Devdas (Shahrukh Khan), que depois de muito tempo ausente, retorna à Índia após concluir seus estudos na Inglaterra. Sua família é muito rica e vive em uma mansão numa vila em Bengali. Eles têm como vizinhos uma outra família, também rica, cuja filha Paro (Aishwarya Rai), cresceu com Devdas. Dessa amizade entre os dois, nasce uma relação de amor. Tudo corre bem depois de sua volta e parece que ambos vão casar, mas a inveja e a desaprovação na família de Devdas impedem o casamento. É a terceira filmagem de Bollywood deste clássico da literatura indiana, sendo a primeira versão em cores. Foi a mais cara produção indiana até a época em que foi realizado, consumindo quase 20 milhões de reais. Recebeu 10 prêmios no Filmfare Awards, incluindo Melhor Filme, 6 no IIFA Awards, além de uma indicação ao BAFTA de Melhor Filme Estrangeiro.
Serviço
| O Que: | Cinema Indiano Contemporâneo |
| Quando: |
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| Quanto: | Catraca Livre |
| Onde: |
Caixa Cultural Rio de Janeiro |
| Endereço: | Av. Almirante Barroso, 25 - Centro. Rio de Janeiro (RJ). Telefone: (21) 2544-4080 |
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