Exposição com o melhor de Escher chega ao Rio de Janeiro
Redação em 10/01/11
A mostra “O mundo mágico de Escher” chega ao CCBB do Rio de Janeiro, e fica em cartaz de 18 de janeiro a 27 de março, depois de ter passado por Brasília, e antes de chegar em São Paulo, durante o mês de abril.

Relatividade
O melhor de Escher está na reunião de 95 obras, incluindo todas as mais importantes produzidas pelo mestre da ilusão de ótica e dos paradoxos. A mostra reunirá gravuras originais, desenhos e fac-símiles, incluindo todos os trabalhos mais conhecidos do artista, suas obras mais enigmáticas. O acervo vem da coleção do Haags Gemeentemuseum, que mantém o Museu Escher, na cidade de Den Haag, na Holanda.

Natureza morta e rua
A exposição permitirá que o público passe por uma série de experiências que desvendam os efeitos óticos e de espelhamento que o Escher utilizava em seus trabalhos: como olhar por uma janela de uma casa e ver tudo em ordem e, em seguida, ver tudo flutuando por outra janela, ou ainda assistir um filme em 3D que possibilitará um divertido passeio por dentro das obras do artista gráfico. A expografia apresentará animações de algumas de suas gravuras. A
Reunir tantos trabalhos do artista não foi fácil e, provavelmente, essa será a única oportunidade de apreciar tantas obras reunidas fora do museu. “As obras do Escher são muito raras e muito procuradas para exposições. Só existem três coleções no mundo. As gravuras são muito frágeis e o Haags Gemeentemuseum, que emprestou as obras originais, depois desta exposição, não poderá exibi-las por mais de quatro anos”, Pieter Tjabbes, curador da mostra.
Escher ficou mundialmente famoso por representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses – padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes. Sua capacidade de gerar imagens com impressionantes efeitos de ilusões de óptica, com notável qualidade técnica e estética, respeitando as regras geométricas do desenho e da perspectiva, é uma de suas principais contribuições para as artes. Foi depois de uma incursão à Espanha, onde teve contato com mosaicos mouros, que começou a desenvolver trabalhos se utilizando do preenchimento regular do plano. Escher achou muito interessante as formas como cada figura se entrelaçava a outra e se repetia, formando belos padrões geométricos. A partir de uma malha de polígonos, regulares ou não, Escher fazia mudanças, mas sem alterar a área do polígono original. Assim surgiam figuras de homens, peixes, aves, lagartos, todos envolvidos de tal forma que nenhum poderia mais se mexer. Tudo representado num plano bidimensional. Destacam-se também os trabalhos do artista que exploram o espaço. Escher brincava com o fato de ter que representar o espaço, que é tridimensional, num plano bidimensional, como a folha de papel. Com isto ele criava figuras impossíveis, representações distorcidas, paradoxos. Assim como Escher adorava brincar com a percepção imediata das pessoas, apresentando um mundo dos sonhos, onde não existem direções certas, em cima ou embaixo (Outro mundo,1947 e Relatividade, 1953), a mostra também recriará essa sensação se utilizando de alguns efeitos, como o de uma imagem plotada no chão que se completa no espelho curvado, numa divertida mistura das três dimensões. “Adoramos o caos porque sentimos amor em produzir ordem”, dizia o artista. _______________________________________________________________ Enigmas de Escher
CCBB - Rio de Janeiro (RJ) As informações acima são de responsabilidade do estabelecimento e estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.
Dez instalações inspiradas nas manobras gráficas de Escher estão inseridas no circuito da mostra:
1 – Olho mágico: dois cones de visão, um na obra, o outro no espectador, que juntos revelam um segredo do artista;
2 - diferentes projeções simultâneas navegam por obras de Escher, amplificadas por efeitos de reflexão, transparência e multiplicação;
3 – Periscópio: sala que interage os diferentes espectadores por meio de uma janela que transforma coordenadas e desafia a percepção espacial;
4 – Poço infinito: o espectador pode caminhar sobre um poço luminoso, que atravessa o piso, até desaparecer de vista;
5 – Escada: uma escada cujos degraus atravessam espelhos revelando outros degraus;
6 – Sala impossível: um mesmo espaço que esconde dois universos invertidos;
7 – A casa de Escher: o visitante é convidado a experimentar o espaço de uma gravura do artista pelo lado de dentro;
8 – Sala da relatividade: um quarto distorcido que aumenta e diminui o tamanho do espectador por um truque de perspectiva;
9 – Metamorfose platônica: sólidos geométricos que se transformam uns nos outros no compasso do caminhar do visitante;
10 – Reflexão sobre Escher: um espelho invertido com o poder de consertar imagens e desconsertar o mundo ao seu redor.
Serviço
O Que:
O mundo mágico de Escher
Quando:
Quanto:
Catraca Livre
Onde:
Endereço:
Rua Primeiro de Março, 66 – Centro. Rio de Janeiro (RJ) - Telefone: (21) 3808-2020
Obs:
















Comente